Sob as pedras do Cais: Tragédia e Milagre

Nem só de futebol vive o Rio. A palestra de Hebe, no próximo sábado, na roda dos saberes do Projeto O Porto Importa, revisitará a complementariedade entre os pontos de vista de Martha e Hebe, no debate na UFF sobre o filme 12 anos de escravidão, apresentada no último post. E também alguns dos temas abordados no texto Memória e Cidadania no Complexo do Valongo.

O Cais do Valongo, onde chegavam os sobreviventes da travessia forçada do Atlântico para serem escravizados no Brasil, e o cemitério dos Pretos Novos, onde os que morriam na chegada conheciam sua última morada,  locais alternativos para a palestra (em caso de sol ou chuva) memorializam a tragédia da escravidão atlântica – que não pode ser esquecida. Mas estes lugares de memória celebram igualmente o milagre da emergência da cultura negra no Atlântico, e no Rio em especial, que tem, na região portuária, um lugar de referência e, na roda de capoeira do Valongo, um momento de celebraçao mais que especial. Sob as pedras do cais estão presentes também a memória da antiga “Pequena África” no início do século XX, do nascimento do samba, das mais antigas casas religiosas de matriz africana da cidade. A roda de capoeira do Valongo celebra a cada terceiro sábado do mês esta rica herança cultural. Quem quiser saber mais, é só aparecer por lá.

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3 Comentários

por | junho 15, 2014 · 19:09

3 Respostas para “Sob as pedras do Cais: Tragédia e Milagre

  1. Nilda da Conceio Pedroso

    Cara Hebe Mattos: Meus parabéns pelo seu trabalho, tentando fazer ressurgir a História, uma História que sempre deveria ser contada, nas escolas, nas universidades. “Sob as Pedras do Cais” merece muito mais do que simplesmente a presença, mas também o apoio das autoridades de Cultura para levar esse bom Projeto adiante. É de gente assim que o nosso Brasil precisa. Palmas para HEBE !!!! Nilda da Conceição Pedroso Prof.Licenciada em História, em São Paulo.

  2. Eliana Vinhaes

    Dupla de historiadoras que contribuem para a nossa História. Parabéns! Só temos a agradecer.
    bj

  3. Nilda da Conceição Pedroso

    Cara Hebe: Esses locais que constam do Inventário em muitos lugares da costa brasileira já são do conhecimento do IPHAN? Acontece que esse Instituto não tomas a iniciativa para o Tombamento. A iniciativa deve ser dos moradores ou de outros interessados em preservar o patrimônio histórico.

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