Boas Festas!

Queridos amig@s do Conversa de Historiadoras.  Desejando boas festas, fechamos o blog de 2017 e entramos em recesso.  A princípio, voltaremos – como boas brasileiras – depois do carnaval. Passamos o dia de ontem trocando mensagens que, aproveitando o espírito natalino, compartilhamos com os amigos do blog.

GIOVANA XAVIER: Juntas somos mais fortes! Mulheres incríveis, indispensáveis ao mundo, e para mim essenciais como referência e fonte de inspiração. Nesse 2017 foi muito bom estar com vocês em conversas de historiadoras sobre raça, gênero, feminismos, escravidão, pós-abolição e tantas outras pautas. Lindo presságio me dar conta de que, após um dia sem celular, enquanto me divido entre o forno, a cerva no grau e a lista mirim para Papai Noel, dedicamos tempo para contemplar e compartilhar em registros sensíveis o arco-íris que tomou conta da cidade caótica, porém também maravilhosa. Amo vocês! Feliz Pretas Festas! Obrigada a todo mundo pela caminhada de mãos dadas. Pode vir 2018!

 

KEILA GRINBERG: Aqui nesse blog nós adoramos falar. Por whatsapp, por email, de viva voz, nós conversamos e conversamos. Ao contrário do que talvez possa parecer a quem nos lê, concordamos um pouco e discordamos muito –  só que discordamos acaloradamente nos detalhes e concordamos apaixonadamente no essencial. O ano que começa nos exigirá força e alegria para proteger a liberdade das boas conversas, aquelas bem relaxadas, em que ninguém tem medo de dizer o que pensa, todos falam, todos escutam e ninguém ganha no berro. Que em 2018 continuemos, todos, concordando no essencial: que o diálogo vença o grito.

MÔNICA LIMA: Não seja tão leviano/Respeita minha Aruanda/Tem quase cinco mil anos/ De existência minha banda (Alabê de Jerusalém)

E lá se vai 2017. Dirão alguns – prenhes de razão, como o Jorge Maravilha do Chico Buarque – “já vai tarde”. A onda conservadora e racista que cresce, impudica e violenta; a perda acelerada de direitos tão duramente conquistados; o estreitamento dos espaços para a Arte e a Cultura; a política deliberada de desmantelamento das universidades estaduais no Rio de Janeiro – que ainda assim, resistem -; tudo isso e uma lista interminável de coisas ruins que chegaram e se anunciaram nesse ano. Querer que essa marca do tempo que passa seja superada é uma forma de dizer que se acredita que há uma mudança possível, para o bem, e que caminhar decidido em direção a ela, começando um novo ano, dá um gás na alma e no corpo cansados.// No verso do Alabê de Jerusalém que abre esse trecho do post, está contida uma ideia que me fortalece nesses tempos de desânimo, olhando o mundo e minha família ampliada: nossos ancestrais foram obrigados a fazer a travessia nos porões dos navios e sofreram muito, mas têm cinco mil anos de história de criação de belezas e conhecimento, resistência e afirmação. Estou com elas e eles nessa e em muitas horas. Temos uma longa história, que estudo por ofício, prazer e compromisso. E por isso, celebro e luto.// Nesse ano teve a Mwana – Infância e Relações Raciais no Brasil e na África, uma exposição linda no Espaço Jessie Jane Vieira de Souza da UFRJ, que gerou muitas atividades. Com os erês, as crianças, celebramos a vida e as lutas contra o racismo, e as infindas alegrias de brincar. Poucas coisas podem fortalecer mais a nossa vontade de seguir em frente do que a responsabilidade frente aos pequenos seres humanos que merecem um mundo muito, mas muito melhor do que esse que vivemos hoje. E nessa história, perceber que brincadeira é coisa séria, assim como contação de história, roda de capoeira, ou dançar e cantar ao som do dvd Nana e Nilo– personagens infantis negros de desenho animado brasileiro. Na roda, na gira. Tudo isso foi 2017 também.// Portanto, estamos prontas para 2018.

HEBE MATTOS/MARTHA ABREU/ANA FLÁVIA MAGALHÃES PINTO// 2017 passou rápido e pesado. A crise entre capitalismo e democracia se aprofundou no mundo todo, proliferaram fundamentalismos de todos os tipos e o impensável foi se transformando em rotina. Por outro lado, a imprevisibilidade da história nunca foi tão esperada. Continuamos a acreditar nos efeitos positivos da democratização e ampliação dos atores políticos, no Brasil e no mundo. 2018 pode surpreender!

Recebam nossos votos de boas festas e de muita saúde, paz, afetos e democracia no novo ano.

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1 comentário

Arquivado em história pública

Uma resposta para “Boas Festas!

  1. Tania Gandon

    Que equipe linda. Muita força para o ano que se inicia. Parabéns pelo trabalho feito, Tania Gandon

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