A aula 3 está no Blog! E a liberdade negra é o tema da vez

Domingo é dia de Blog. Como de praxe, registramos, também por aqui, a maravilhosa aula de Ynaê Lopes dos Santos, com sua bibliografia!!!!!! E convidamos a todos para a aula da próxima quarta feira.

Liberdade, liberdade… um tema sempre lembrado, mas menos visitado quando se pensa a experiência negra no mundo Atlântico sob a égide da escravidão. Não, quando a historiadora é Ana Flávia Magalhães Pinto. É dela a palavra sobre a aula 4 do nosso curso.

“Última nação das Américas a abolir o escravismo, após ter absorvido o maior contingente de mulheres e homens africanos escravizados via tráfico transatlântico, o Brasil assistiu aos esforços de representantes da elite nacional, marcadamente branca, para instituir narrativas históricas que alegavam a vigência de uma “escravidão branda” e de uma sociedade remida do “ódio entre as raças”. Essa matriz explicativa, por certo, afetou a forma como pensamos as experiências de liberdade entre pessoas negras e o próprio fim da escravidão, celebrado na chamada Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. Nesta aula, a partir de dados empíricos sobre trajetórias individuais e coletivas de homens e mulheres negras livres e libertas vividas antes de 1888, faremos um exercício de reflexão sobre os abolicionismos no plural, considerando diferentes perspectivas e expectativas em torno da universalização da cidadania brasileira entre todos que assumissem essa nacionalidade. Os dados nos convidam a um confrontamento das políticas de memórias estruturalmente organizadas por valores racistas e, portanto, excludentes.”

AULA 3: Ynaê Lopes dos Santos

CIDADES ESCRAVISTAS E DIÁSPORA NEGRA NO ATLÂNTICO

Ynaê Lopes dos Santos (UFF)

Documentação citada:

Biblioteca Nacional do Brasil (doravante BN). Ofício do Marquês de Aguiar ao Conde dos Arcos, 1814. Documento II-33,24,27

Bibliografia:

ALENCASTRO. L.F. A Vida Privada e a Ordem Privada no Império. In: ALENCASTRO, L.F. (org). Historia da Vida Privada no Brasil. Império: a corte e a modernidade nacional. Vol. 2. São Paulo: Cia. das Letras, 2004.

ALGRANTI, Leila Mezan. O Feitor Ausente. Estudo sobre a escravidão urbana no Rio de Janeiro 1808-1821. Petrópolis, Editora Vozes, 1988.

BERBEL, M. MARQUESE, R. PARRON, T. Escravidão e Política. Brasil e Cuba, 1790-1850. São Paulo, HUCITEC, 2010

CHALHOUB, S. Visões de Liberdade. Uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo, Cia. das Letras, 1990.

CHILD, Matt. The 1812 Aponte Rebelion in Cuba and the struggle against Atlantic Slavery. North Carolina, The Univeristy of North Carolina Press/ Chapel Hill, 2006.

COWLING, Camillia. Concebendo a liberdade. Mulheres de cor, gênero e a abolição da escravidão nas cidades de Havana e Rio de Janeiro. Campinas, Editora UNICAMP, 2018.

FARIAS, J.B. SOARES, C.E.L. GOMES, F. No Labirinto das Nações. Africanos e Identidades no Rio de Janeiro, século XIX. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 2005

FARIAS, Juliana Barreto. Mercados Minas. Africanos ocidentais na Praça do Mercado do Rio de Janeiro (1830-1890). Rio de Janeiro, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2015.

FERRER, Ada. Freedoms Mirror. Cuba and Haiti in the Age of Revolution. New York, Cambridge University Press, 2014.

GOMES, Flávio dos Santos. Histórias de quilombolas – mocambos e comunidades de senzalas no Rio de Janeiro – século XIX. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1995.

KARASCH, A vida dos Escravos no Rio de Janeiro (1808 – 1850). São Paulo: Cia. das Letras, 2000

MOREIRA, Carlos E.A. O Duplo Cativeiro: escravidão urbana e o sistema prisional no Rio de Janeiro, 1790 – 1821. Dissertação de Mestrado defendida na UFRJ, Rio de Janeiro, 2004.

REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil – A história do levante dos Malês em 1835. Edição Revista e Ampliada. São Paulo, Cia. das Letras, 2003.

SANTOS, Ynaê Lopes dos. Além da Senzala. Arranjos escravos de moradia no Rio de Janeiro (1808-1850). São Paulo, HUCITEC, 2010.

_________________. Irmãs do Atlântico. Escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e Havana (1763-1844). Tese de Doutorado defendida na FFLCH-USP, 2012.

___________________. Global porque escravista: uma análise das dinâmicas urbanas do Rio de Janeiro entre 1790 e 1815. In. Revista Almanack, no. 24, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/alm/n24/pt_2236-4633-alm-24-ed00519.pdf

SCHULTZ, Kirsten. Versalhes Tropical. Império, Monarquia e a Corte Real

portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2008.

SILVA, Marilene R. N. Negro na Rua. A nova Face da Escravidão. São Paulo, Editora HUCITEC, 1988.

SOARES, Carlos Eugênio Líbano. Zungú: rumor de muitas vozes. Rio de Janeiro, Arquivo Público do Rio de Janeiro, 1998.

SOARES, Luis Carlos. O “povo de Cam” na capital do Brasil: a escravidão urbana no Rio de Janeiro do século XIX. Rio de Janeiro, 7 LETRAS/FAPERJ, 2007.

Indicações de livros sobre a Revolução do Haitiana

BLACKBURN, Robin. A queda do escravismo colonial 1776-1848. Rio de Janeiro, Record, 2002.

DUBOIS, L. Avengers of the New World. The story of the Haitian Revolution. London, Harvard University Press, 2004.

FICK, Carolyn. The making oh Haiti: Saint Domingue Revolution from below. Univ Tennessee Press, 1990.

GASPAR, David. GEGGUS, David. (Edit.) A Turbulent Time. The French Revolution and the Greater Caribbean. Bloomington and Indianapolis, Indiana University Press, 1997.

JAMES, C.L.R. Os Jacobinos Negros. Toussaint L’Ouveture e a revolução de São Domingo. São Paulo, Ed. Boitempo, 2000.

Indicações de sites sobre cidades e memória da escravidão

Passados Presentes: memória da escravidão no Brasil: http://passadospresentes.com.br/

Afro Curitiba: https://afrocuritiba.afrosul.com.br/

Salvador Escravista: salvadorescravista.com

Santa Afro Catarina: http://santaafrocatarina.ufsc.br/santaafrocatarina/

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Arquivado em antiracismo, história e memória, história pública

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