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Cartas aos amigos que decidiram votar B.

Martha Abreu

Ao longo de décadas, muitos afetos e muitas conversas, risos e momentos inesquecíveis nos aproximaram, mas hoje não consigo fazê-los entender que o candidato B. é um mal muito maior (Essa carta é mais uma tentativa). Até certo ponto, seguimos juntos na avaliação das gestões do PT e suas perigosas relações com os mecanismos da corrupção e com os políticos que representavam as velhas oligarquias de poder. A partir daí, mais nada em comum: vocês me apresentam uma lista de medos de que tudo vai piorar, de que vamos nos tornar a Venezuela, de que Lula vai governar o país e de que o PT precisa aprender que não pode tudo…

Será que é só isso que importa nesta eleição? Será que isso é suficiente para justificar o voto de vocês em um candidato que já defendeu teses contrárias à dignidade humana e aos valores civilizacionais, que não respeita os acordos universais sobre o meio ambiente, que nega acontecimentos históricos mais do que provados e documentados, que não vê importância na defesa dos povos indígenas e quilombolas, que apresenta um programa educacional de governo baseado nos valores militares, no controle e diminuição da importância dos professores, na desvalorização do sentido público da educação e no ensino à distância desde a escola básica? Pergunto a vocês como, com essa perspectiva, iremos combater o desemprego e formar trabalhadores e cidadãos preparados para os desafios do mundo globalizado?

Eu gostaria muito que vocês não passassem por cima de tudo isso somente para derrotar o PT na eleição para Presidente (as derrotas do partido já são inúmeras pelo Brasil em todos os níveis). Mas caso seja derrotado o PT, com o que ficaremos? Que ministros teremos nas pastas de educação, cultura, meio ambiente e trabalho? Como continuaremos a fazer parte da comunidade mundial que preza os valores da humanidade e da civilização democrática? Para que mundo melhor vamos poder contribuir e sonhar?

Nunca fui filiada ao PT e sempre valorizei minha postura crítica em relação a suas políticas e posições. Mas não posso deixar de registrar minha experiência nesses últimos 15 anos, como professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, ao acompanhar de perto várias importantes políticas educacionais e culturais implementadas pelos seus últimos governos – muitas delas sob o Ministério da Educação de Haddad. Entre essas inúmeras políticas, destaco, no campo que mais conheço, a ampliação das universidades, institutos federais e escolas técnicas em todo o país; a ampliação dos financiamentos para pesquisa, ensino e apoio a alunos de baixa renda; o crescimento dos programas de pós-graduação, a política de cotas, o programa nacional de distribuição (e avaliação) de livros didáticos, a distribuição de livros para a formação do professor e de literatura para todas as escolas do país; o apoio ao aumento do piso dos professores e a implementação de vários programas de melhoria da qualidade de ensino (em todas as áreas e na matemática especialmente!!); a valorização e apoio financeiro para as culturas populares e negras através de editais e pontos de cultura, entra várias outras.

Meus amigos, vivemos nesses últimos 15 anos uma vigorosa transformação silenciosa no campo da inclusão educacional e cultural que foi pouco divulgada e é pouco conhecida. Embora isso tudo esteja ameaçado de ruir, vou apostar que todo esse esforço não será perdido ou esquecido. Milhares de jovens, adultos e suas famílias foram atingidos por políticas que transformaram suas vidas. E é nisso que vou votar!!

Hebe Mattos

Como todo mundo no Brasil, tenho familiares e amigos que pensam em votar nulo ou em Bolsonaro no segundo turno. Dirijo-me a eles. Queria primeiramente que soubessem que nunca fui filiada ao PT e que votei muitas vezes por, mas também muitas vezes contra o partido, em diferentes ocasiões. Tornei-me defensora entusiasta do mandato da presidenta Dilma, em defesa da legalidade democrática e como forma de reação ao “antipetismo”, um sentimento que começava a transformar os defensores do partido em objeto de ódio coletivo, como o “judeu” de Hitler ou o “negro” da Ku Klux Klan nos Estados Unidos. Na contramão da corrente, vesti a camisa do PT, resgatando sua história republicana e democrática, a despeito dos erros de muitos dos seus quadros, erros compartilhados com todos os demais partidos políticos e que remontavam a tradições políticas brasileiras do século 19. Escrevi muitos textos sobre o tema, que vocês podem não ter lido ou que talvez não os tenham convencido.

Muitos como eu fizeram o mesmo gesto, apoiando explicitamente as virtudes do PT, apesar de seus erros, contando que nossa reputação intelectual e política acabaria por diminuir o sentimento de ódio que crescia e envenenava o ambiente social. Qual a surpresa ao nos vermos imediatamente estigmatizados como “petralhas”, “comunistas”, “feminazi” ou “esquerdopatas”. E tem sido sempre assim, cada nova pessoa que percebe o perigo e o denuncia é imediatamente rotulado. O neofascismo é hoje uma força política mundial que se baseia em fundamentalismos diversos que guardam em comum a vontade de eliminação do outro político do qual discordam. Hordas fascistas já cantam nas ruas que vão matar gays, feministas e ativistas em geral. Em nome disso, topam um candidato sabidamente corrompido, com um assessor econômico envolvido em denúncias, com um programa político simplesmente inexistente, mas que, e acho que isso é o essencial, fez apologia da tortura de seus inimigos políticos da tribuna do Congresso Nacional. Se vocês concordam com o elogio público feito por Bolsonaro ao torturador Carlos Brilhante Ulstra, a quem chamou de “o terror de Dilma Rousseff”, não precisam continuar a leitura. Sinceramente, espero que ninguém concorde.

Eu estou convencida de que a maioria dos eleitores de Bolsonaro no primeiro turno não é neofascista, e que muitos que pensam em votar nele ou nulo no segundo turno o fazem por subestimar o risco à democracia que ele representa. São democratas liberais ou conservadores, na maioria das vezes cristãos, que se tornaram antipetistas, justificando este antipetismo a partir dos muitos erros do partido e com argumentos específicos. Se este for o caso, peço que pelo menos escutem o Haddad e acompanhem os debates (se o outro candidato não fugir deles). Haddad é um político com trajetória impecável, de grande comprometimento com a democracia e com o sentimento republicano, que acredita na importância do equilíbrio das contas públicas, bem como na possibilidade de fazer da ampliação do acesso à educação e ao mercado de consumo de massas ferramentas efetivas de inclusão social, que acredita na liberdade de imprensa e nos direitos humanos universais e que, sobretudo, será capaz de conversar com o congresso tão diverso que se elegeu e buscar um governo que consiga restabelecer o equilíbrio democrático que perdemos desde o impeachment.

Queridos amigos e parentes, vivo no Rio de Janeiro, já ouvi os novos fascistas cantarem nas ruas pregando a morte e tive medo. A avalanche de notícias falsas que antecedeu o primeiro turno exemplifica bem sua forma de ação. Quem apoia publicamente torturadores não tem limites. A violência começa com os eleitores de esquerda, com LGBTs, com os pretos, com as feministas, 1/3 da população já está na linha de tiro e eles prometem armar a população, mas não se enganem, a lista de quem são os outros vai crescer se não mudarmos o rumo dessas eleições. Ninguém está a salvo.

Se detestam tanto o que ocorre na Venezuela, lembro que Bolsonaro e a extrema-direita brasileira são o que temos de mais parecido com o que se passa por lá. O problema não é o programa econômico que apresentam, aparentemente opostos, mas a forma com que organizam sua prática política. Sobre isso, sugiro a todos a leitura do texto de Steven Levitsky, da Universidade de Harvard, autor do livro “Como morrem as democracias”. Ele compara a Alemanha de Hitler, a Venezuela do chavismo e o risco da eleição de Bolsonaro.

Para além de qualquer argumento lógico, pela felicidade e segurança dos nossos filhos e netos,  que merecem crescer juntos num Brasil com escola pública para todos, sem racismo e sem homofobia, peço que neste segundo turno votem pela vida, pela democracia, pela civilização, votem Haddad presidente.

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Saia da Mesa

Existe um ditado alemão que diz: ‘Se há dez pessoas numa mesa, um nazista chega e se senta, e nenhuma pessoa se levanta, então existem onze nazistas numa mesa”. Não se pode tolerar o intolerável. Saia da Mesa. (Ynaê Lopes dos Santos)

Durante vários anos, fui professora de História Judaica em uma escola judaica do Rio, a mesma onde estudei minha vida toda. Dei aulas para todas as séries. Todo ano eu ensinava sobre o nazismo; todo ano recebíamos visitas de sobreviventes, acendíamos velas no Yom Hashoá (Dia do Holocausto), repetíamos que atrocidades como aquelas nunca mais poderiam ser repetidas, nunca mais.

Estas aulas eram difíceis. Durante todo este tempo, meu maior desafio não era exatamente explicar o antissemitismo de alguns, mas a indiferença da maioria. Meus alunos não entendiam por que, ao presenciar a escalada da violência que se seguiu à eleição de Hitler, a sociedade alemã não se organizou para conter a disseminação do ódio e da violência. Eu tentava explicar mas no fundo, no fundo, também não entendia.

Agora entendi.

O candidato do PSL não é Hitler. Mas seu discurso de ódio às minorias é perigosamente semelhante ao do ditador eleito pelo voto na Alemanha dos anos 1930. Também naquela época, o seu discurso tinha como alvo a corrupção. E, também naquela época, muitos caíram na falácia de que, para lutar contra a corrupção, é preciso apoiar o extremismo.

Vejo horrorizada as manifestações de apoio — ou de isenção, o que neste caso dá no mesmo — de alguns judeus ao candidato da extrema direita. Não acredito que todos sejam racistas e homofóbicos como o discurso daquele que, fosse a eleição hoje, seria o novo presidente do Brasil. Mas são indiferentes à violência que acham que não os atinge. Indiferentes como aqueles que testemunharam a escalada de ódio aos judeus na Europa e não fizeram nada. Os violentos só atacam se os indiferentes permitirem. Estaremos permitindo?

Os judeus não são alvo preferencial da atual campanha de ódio disseminada pelos seguidores do candidato da extrema direita. Mas seria interessante perguntar a eles o que sabem sobre o Holocausto. Não será surpresa se muitos forem negacionistas. Basta ver a onda de suásticas que proliferam por aí após o primeiro turno das eleições presidenciais. Um dia na UERJ. Outro na igreja de São Pedro da Serra. Na porta do apartamento de uma amiga. Na carne de uma moça. A História mostra que onde há extremismo, há antissemitismo. Queremos mesmo estas companhias?

Às vésperas do dia do professor, só consigo pensar que falhamos. Serviram para alguma coisa as aulas de História Judaica? Transmitimos valores judaicos? Onde deveria haver empatia, há indiferença. No lugar da memória, esquecimento. Para uma tradição fundada no estudo e na memória dos nossos antepassados, estamos mal, bem mal.

Keila Grinberg.

 

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Dançando na corda bamba…

Estive no encontro de artistas e intelectuais com Lula, em um hotel do Rio de Janeiro, no último sábado. Admiro muitíssimo o ex-Presidente Lula e tudo que simboliza, mas nunca pensei que defenderia sua candidatura a um terceiro mandato. É o que faço sem sombra de dúvidas e com entusiasmo neste momento. Lula com sua capacidade de diálogo democrático me parece hoje a mais forte esperança para que o estado de exceção colocado em marcha desde a sua condução coercitiva em março de 2016 possa ser revertido, restabelecendo o estado democrático de direito no país.

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Na mesa do evento, o ex-chanceler Celso Amorim, que espero ver candidato a governador do Rio de Janeiro, lembrou um velho dito popular que bem sintetiza o estado policial em que estamos vivendo desde 2016: sabemos que estamos numa ditadura quando tocam a campanhia de casa às 6 horas da manhã e temos medo de que não seja o leiteiro. O abuso das conduções coercitivas de pessoas sobre as quais não pesa acusação alguma, com endereço conhecido, que não foram previamente intimadas a depor, é prova de que o uso do aparato policial e jurídico para pura e simples intimidação política infelizmente virou rotina. O caso da verdadeira invasão policial da UFMG é só o mais recente exemplo disso. Mas é também um pouco mais.

Colocar em suspeita sem provas contundentes uma proposta da envergadura moral do Memorial da Anistia, sob direção acadêmica de uma das mais respeitadas historiadoras brasileiras, Heloisa Starling, é simplesmente inadmissível. Batizar uma operação policial de combate à suposta malversação de verbas públicas com um dos mais pungentes versos da música de João Bosco e Aldir Blanc, que se tornou símbolo do movimento pela anistia, é um ataque direto à memória das lutas democráticas no Brasil.

Diante do medo, do susto e do desencanto só resta voltar aos versos de “O Bêbado e a Equilibrista”.  Mais de trinta anos depois, a esperança continua a dançar na corda bamba de sombrinha, sabendo que em cada passo dessa linha pode se machucar.

Azar! A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar!

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Cores e lugares do Novembro Negro

“É minha força, é nossa energia
Que vem de longe pra nos fazer companhia”
Raça, Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976

 

E novembro chegou novamente! Para boa parte das pessoas com quem convivo, é chegada a hora de viver o Novembro Negro, o mês Nacional da Consciência Negra! Tempo de rememorar e celebrar a saga de Palmares e outras tantas lutas pela liberdade protagonizadas por descendentes de africanas/os escravizadas/os no Brasil. Há ainda quem associe outras cores a esses dias: o Novembro Azul, da mobilização pela prevenção do câncer de próstata; o Novembro Laranja, da campanha nacional de alerta ao zumbido no ouvido, sendo também laranja o 25, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Não podemos esquecer da possibilidade de acrescentar as cores do arco-íris ao 20, também reivindicado como Dia Internacional da Memória Transgênera.

Curiosamente, todas essas apropriações mantêm estreito diálogo com a saúde, o direito à vida, reivindicam o existir com dignidade. Com um pouco de sensibilidade, é fácil entender como o racismo, o machismo, a homofobia/transfobia adoecem quem é atingida/o e quem atinge também, prejudicando homens e mulheres, surdas/os, ouvintes, etc. E nisso comprometem até mesmo a nossa capacidade de enxergar as possíveis articulações entre as diferentes perspectivas de luta. Assim, logo de cara, a tendência é tomar essas práticas de apropriação do tempo como mero ensejo para rivalidades e disputas por visibilidade no presente.

Zumbido

Imagem utilizada pela empresa Direito de Ouvir para ilustrar um informe sobre o Novembro Laranja

Mas, tentando ir além do conflito que afasta, façamos um exercício de aproximação. Vivemos num país de maioria negra, certo?! Certo! 54% da população, segundo dados do IBGE para 2014. Por que razão, então, nos limitamos a pensar apenas o Novembro Negro como negro? Por que o azul, o laranja ou o multicolorido não são prontamente entendidos como negros também? Por que esses outros falam da população em geral? Um instante! Somos a maioria da população e, mesmo assim, não podemos dar a medida do que é o “em geral”? Olha aí o alcance do racismo engolfando e indo além da linguagem.

Sem gerar prejuízo a qualquer outro grupo, novembro, em suas múltiplas cores, muito bem poderia e deveria ser um momento de esforço concentrado para a defesa do respeito às pessoas de todos os sexos, identidade de gênero, orientação sexual, variedade de deficiências, etc., por partir justamente da experiência da população negra. Alterar as matrizes de pensamento de uma sociedade em que o “racismo por denegação”*, citando Lélia Gonzalez, gerou um dos quadros mais complexos de desigualdade racial do mundo passa por fazer com que as pessoas adquiram a habilidade de sentirem à vontade em ser medidas pela régua da existência da gente negra, sem que isso signifique limitação da sua humanidade. Romper com a violência naturalizada contra tanta gente, talvez faça até mesmo com que no futuro as experiências de pessoas surdas não gerem tanta estranheza ao aparecerem em concursos públicos, como aconteceu na prova de redação do Enem 2017.

Reconhecer a importância do Novembro Negro, em suas múltiplas cores associadas, é, portanto, romper com os vícios gerados pelo mito fundador das três raças que esteve e está a serviço do elogio à dominação do homem-branco-europeu-heterossexual-agente-da-colonização-e-da-civilização-vitoriosa, por muito tempo considerado como o sujeito universal por excelência.

Atravessando a fronteira nacional brasileira, vale lembrar que esse, aliás, tem também sido o esforço da Comisión Organizadora 8 de Noviembre, uma ampla frente de entidades afro-argentinas, em torno da afirmação do Dia Nacional dos/as Afro-Argentinos/as e da Cultura Afro, reconhecido oficialmente em 2013 por meio da Lei n. 26.852. A data foi construída a partir da memória de María Remedios del Valle, uma mulher negra que combateu no exército pela independência argentina no início do século XIX e se tornou posteriormente conhecida como a “Madre de la Patria”. Uma das várias pessoas negras que sobreviveram aos combates, María Remedios é uma personagem emblemática para se desmontar o mito do desaparecimento negro na Argentina ao longo do século XIX. Sua trajetória e a de outras personalidades e grupos têm sido, então, acionadas pelas organizações afro em suas atividades em vários momentos do ano, com o intuito de criar condições para que as violências cometidas contra a população afro não passem em branco.

8 de Novembro

A lei corresponde, portanto, ao encaminhamento de uma agenda política maior e está estreitamente associada a uma conquista anterior: a inclusão do quesito cor/raça no censo populacional de 2010, por meio do que tem se objetivado identificar não apenas os indivíduos fenotipicamente negros, mas também aqueles/as de origem afro. Além de buscar a visibilidade no agora, trata-se de uma ação interessada em fazer um contraponto à construção de que os argentinos de hoje são descendentes apenas de europeus e de povos originários com os quais o vínculo é cada vez mais distante.

Diferentemente do Brasil, os/as afro-argentinos/as estão longe de ser maioria populacional em seu país. Todavia, pensando nos relatos compartilhados, podemos dizer que o racismo e a discriminação não se fazem mais ou menos perversos a depender da quantidade de pessoas contra as quais são imprimidos. O grande problema segue sendo a violação do status de Ser Humano dessas mulheres e homens em ambas as sociedades, e outras tantas pelas Américas e o restante do mundo.

De tal sorte, embora os problemas associados ao subregistro não tenham sido superados nem mesmo aqui, as mobilizações de lá, ao avançarem, merecem nossa solidariedade, tal como precisamos em outros tempos para alcançar a legitimação do 20 de novembro e toda a agenda política vinculada a ele. Disso efetivamente depende a viabilidade de termos respeitados os muitos sentidos de liberdade nos próximos Novembros Negros que faremos.

Ley Afro

*GONZALEZ, Lélia. A categoria cultural da amefricanidade. Revista Tempo Brasileiro, n. 92-93, Rio de Janeiro, jan.-jun. 1988, p. 69-82.

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