Para encerrar o ano…

Para encerrar o ano, nada melhor do que comemorar o lançamento, on line e totalmente gratuito, dos três volumes de “Histórias do Pós-abolição no Mundo Atlântico” (vol 1, vol 2, vol 3), organizado por Martha, Hebe, Carolina Vianna, Karl Monsma e Beatriz Loner. Fruto de um seminário com o mesmo nome, organizado em maio de 2012, a obra tem como objetivo aprofundar os estudos sobre experiências de ex-escravos e seus descendentes entre a abolição e os dias de hoje. Os textos procuram investigar os processos de racialização ligados à memória da escravidão em seus aspectos econômicos, políticos, sociais, identitários, culturais e educacionais. Complementarmente, buscam investigar as estratégias de recriação das práticas culturais e das formas de organização dos descendentes de africanos escravizados nas Américas.

O primeiro volume enfoca variados projetos políticos e questões de identidade; o segundo, as experiências ligadas ao mundo do trabalho e a luta pela liberdade, e o terceiro – cultura, relações raciais e cidadania – preocupa-se com dinâmica cultural em seus mais variados aspectos.

Os 3 volumes são um exemplo contundente da consolidação de um novo campo de estudos sobre o Pós-abolição no Brasil. Se pode ser relacionado diretamente com o período escravista nas Américas e seu legado, a prioridade para o Pós-abolição chama a atenção para novas questões, envolvidas diretamente nas disputas sobre as memórias do cativeiro e pela própria escrita da história da escravidão e abolição, sem deixar de levar em conta a reconstrução das hierarquias raciais e lutas antirracistas ao longo dos séculos XX e XXI.

Torna-se evidente ainda que as pesquisas agora reunidas em 3 volumes constituem uma importante contribuição para a revisão da história do negro no Brasil e, nesse sentido, fazem parte de ações de reparação, que visam contribuir para o fortalecimento das “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana”.

Por fim, com essa obra, também fazemos uma homenagem à historiadora e amiga Ana Lugão Rios, que finaliza, com texto inédito e surpreendente, o volume 1. Ana foi pioneira e grande mestra nos estudos sobre o Pós-Abolição no Brasil. Aliás, a proposta de um seminário do porte que organizamos em 2012 havia sido ideia sua, ao lado de Karl Monsma e Beatriz Loner. Suas reflexões continuam bem vivas e abrindo novos caminhos para todos nós.

Neste final de 2014, encerramos hoje nosso blog, felizes por termos levado até o fim nossa iniciativa. De inicio, devemos confessar, as dúvidas eram grandes e o medo do cansaço também era significativo. Prometemos voltar em 2015, mas depois de renovarmos nossas energias, até depois do carnaval.

A todos que nos acompanharam, nossos votos de Boas Festas e de um feliz 2015!

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CULTNA especial de final de ano

O Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura Negra no Atlântico encerra sua programação de 2014. Nossa mesa de encerramento, na próxima sexta feira,  12 de dezembro,  tem convidados muito especiais.

A historiadora Kim Buttler é uma das pioneira nos estudos sobre o pós-abolição no Brasil, com o seu Freedoms given, freedoms won: Afro-Brazilians in post-abolition, São Paulo and Salvador de 1998.  Professora na Rutgers University, Kim é Fulbright Scholar na Bahia neste ano de 2014. É um prazer e uma honra recebê-la na UFF para discutir sua pesquisa recente sobre identidade negra no carnaval baiano.

O antropólogo André Cicalo, autor de Urban encounters : affirmative action and Black identities in Brazil, 2012, está no seu segundo ano de pos-doutorado no LABHOI/UFF, como pesquisador do Kings College da Universidade de Londres. André realizou, em 1998, um imperdível filme etnográfico sobre a ausência de memória da escravidão na região portuária do Rio de Janeiro: Memórias do Esquecimento.  Na mesa-redonda, discutirá  alguns de seus achados de pesquisa sobre identidade negra e memória da escravidão na mesma região, que hoje possui um circuito de memória africana com centro no sítio arqueológico do Cais do Valongo.

#ficaadica

culna de fim de ano

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Direitos Humanos e Escravidão Negra no Brasil

Terminou ontem o mês da consciência negra. Uma data cívica que definitivamente pegou. Não se trata apenas da celebração de Zumbi dos Palmares no 20 de novembro, que deve se tornar em breve feriado nacional. Todo o mês de novembro se transformou em tempo de celebração da identidade negra. Um tempo, cada vez mais oficialmente instituído, para os negros brasileiros celebrarem o orgulho de si e de seu legado ao país. Uma decisão da sociedade brasileira que é também forma de pedir perdão pela tragédia humanitária sobre a qual se alicerçou a história do país e, ao mesmo tempo, de agradecer o riquíssimo legado cultural resultante da diáspora forçada de escravizados africanos no Brasil – rompendo um silêncio cruel e secular.

No final de março de 2014, publicamos, aqui no blog, o texto Repare Bem. Ele associava os trabalhos das Comissões de Verdade sobre os crimes da ditadura que estavam então instaladas no Brasil, e galvanizavam os debates sobre os 50 anos do golpe de 1964, com a aprovação da lei que reservava 20% de vagas a pretos e pardos no funcionalismo público. A associação não foi só nossa. Por sugestão da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil e de instâncias do movimento negro, o Conselho Federal da OAB propôs, neste novembro, a criação de uma Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil.

A proposta pode parecer estranha para quem acompanha a historiografia brasileira. Poucos campos de pesquisa avançaram tanto nos últimos 30 anos quanto o da história da escravidão negra, em estreito diálogo com a pesquisa internacional sobre história da África e da escravidão atlântica. Mas apesar dos resultados alcançados, o silêncio sobre o tema ainda prevalece na memória coletiva. E as narrativas que chegam aos públicos mais amplos refletem, sobretudo, as disputas contemporâneas sobre os legados de desigualdade, preconceito e dor da experiência escravista. A lei 10639, que tornou obrigatório o ensino de história da África e da cultura afro-brasileira, tem mais de 10 anos e gerou inúmeras iniciativas em todos os níveis do sistema educacional brasileiro, mas sua implementação se fez desde sempre sob pressões e conflitos. Em 2005, o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA) chegou a entrar com um mandato de segurança para forçar o cumprimento da lei nas Instituições de Ensino Superior e nos órgãos de Controle e Avaliação de Políticas públicas no Brasil.

De todo modo, desde a Conferência Mundial contra o racismo e a intolerância de 2001, em Durban na África do Sul, a questão de como reparar a pesada herança da escravidão negra começou a ser discutida no Brasil, seguindo tendência presente em todo o mundo atlântico. Atualmente, os países do Caribe estudam processos legais para pedir indenizações às antigas metrópoles europeias. O estado francês criou oficialmente um Comité National pour la Mémoire et l’Histoire de l’Esclavage (Comitê Nacional para a Memória e História da Escravidão), presidido pela historiadora Myriam Cottias. Na Inglaterra, um projeto coletivo de pesquisa calcula o papel do tráfico negreiro na formação das fortunas inglesas contemporâneas. No Brasil, uma série de medidas, como a cláusula sobre reconhecimento das terras quilombolas na constituição de 1988, a instituição legal de cotas para pretos e pardos nas universidades federais e no funcionalismo público federal, bem como iniciativas memoriais, como o reconhecimento da capoeira como patrimônio da humanidade e a candidatura em curso do Cais do Valongo ao mesmo título, refletindo sobre o papel do Rio de Janeiro como maior porto negreiro do século XIX, podem ser assim interpretadas. As reparações se tornaram agenda prioritária do Movimento Negro brasileiro no século XXI, e foram assim abordadas pela antropóloga canadense Francine Saillant, em livro publicado também neste mês de novembro, no Quebec – Le mouvement noir au Brésil, 2000-2010. Réparations, droits, citoyenneté (O Movimento Negro no Brasil, 2000-2010. Reparações, direitos, cidadania).

Como temos tentado colocar em evidência no blog, pesquisas sobre o tráfico ilegal de cativos na formação do estado nacional brasileiro foram responsáveis pela principais inovações na historiografia da escravidão na última década. Nossa parceira de muitos projetos, Keila Grinberg tem diretamente associado a história dos direitos humanos no Ocidente com o combate ao tráfico ilegal de cativos africanos. A importância de pensar em conjunto historiografia acadêmica, história pública e memória da escravidão é questão que está hoje na agenda da sociedade brasileira e de seus historiadores profissionais. A nossa dobradinha vem participando desde 2005 de iniciativas e redes de pesquisa transnacionais sobre o tema, entre as quais destacamos o Festival Internacional do Filme de Pesquisa Cultura, Diáspora e Cidadania, que está até janeiro com uma nova chamada de filmes em aberto, para a edição 2015, a ser inaugurada no mês de maio, em Paris.

Em colaboração com antropólogos e historiadores da Columbia University, e com colegas historiadores da UNRIO, da UFRJ e da UFRRJ, começamos neste mês de novembro um projeto específico sobre o tema das reparações para a escravidão atlântica, com suporte do Edital FAPERJ/Columbia Global Center, de título Passados Presentes: Memória da Escravidão e Políticas de Reparação nas Políticas Públicas na Área de Educação no Brasil. O projeto visa contribuir para o debate em curso em torno do tema das reparações para o passado escravista no Novo Mundo, buscando aprofundar o diálogo entre pesquisadores da história e da memória da escravidão no Brasil, no Caribe e nos Estados Unidos.

Segundo David Scott, coordenador do projeto na Columbia University, que estará no Brasil em abril de 2015 para o primeiro seminário da rede de pesquisa: “a questão da escravidão no tempo presente é parcialmente (e talvez crescentemente) uma questão de justiça, uma discussão sobre a reparação pelos crimes do passado. A emergência das discussões sobre justiça reparatória, como parte de um debate mais amplo sobre a resolução de injustiças históricas relativas a genocídio, tortura, limpeza étnica, entre outros crimes coletivos, renovou a discussão contemporânea sobre a escravidão no Novo Mundo, para além das abordagens mais correntes sobre diáspora, racismo, memória e identidade. A questão fundamental da possibilidade de reparação – moral, política, cultural, e também econômica – também ocorre para injustiças históricas de caráter “sistêmico”, como a captura e escravização de africanos no Brasil, Caribe e Estados Unidos. Uma instituição de injustiça não apenas perpetrada e usufruída por indivíduos ou mesmo um Estado isoladamente por algumas décadas, mas perpetrada por centenas de anos por vários estados europeus ou americanos ilustrados ou baseados em constituições liberais. Uma instituição de injustiça que ajudou a criar a riqueza que deu origem às estruturas fundadoras do mundo contemporâneo”.

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Jongo em três pontos e a língua nacional…

Saindo do forno:

 “História Social da Língua Nacional 2: diáspora africana”, organizado por Ivana Stolze Lima e Laura do Carmo. O livro é fruto do “II Seminário História Social da Língua Nacional”, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa. Apresenta questões da diáspora africana relacionadas ao processo histórico-social da língua nacional, considerando o tráfico de escravos e as redes do mundo atlântico como travessia de homens, culturas, línguas, modos de comunicação e vida social. Martha e Hebe participam com um artigo sobre a tradição oral do Quilombo do Bracuí.

“O Jongo em Três Pontos”, caixa de DVDs reunindo os últimos filmes realizados pelo Pontão da Cultura do Jongo e do Caxambu : “Saravá Jongueiro Novo”, “10º Encontro de Jongueiros” e “Pontão do Jongo: fazer com, em diferença”. Esses filmes narram importantes momentos da organização dos jongueiros nas ações de articulação com jovens , na própria construção da metodologia do pontão, que envolvem as ações de salvaguarda, e nas comemorações pelo recebimento do título de patrimônio cultural do Brasil, em 2005.  Lançamento na UFF nesta sexta, dia 28/11, no Campus do Gragoatá, Auditório da Pós-Grafuação da História (5º andar), Bloco O. Depois de cada filme haverá debate com os
jongueiros do sudeste, também presentes no evento! Começa às 14h e mais tarde, roda de Jongo, claro!

jongo em tres pontoslingua nacional

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Cultura Negra na Escola

No mês de novembro participamos de algumas iniciativas fora dos muros da universidade, que discutem caminhos pedagógicos e políticos sobre a história do negro no Brasil. Martha deu entrevista para o Especial “Consciência Negra” da Revista Nova Escola. Hebe participou das gravações de uma mesa redonda sobre Reparações, na TV Futura, que deverá ir ao ar no dia 20 de novembro. Voltaremos a essa discussão no próximo post.

O Especial “Consciência Negra” da Revista Nova Escola apresenta um material denso, bonito e renovador para o trabalho com a temática o ano inteiro! Logo na abertura fica a recomendação, que assinamos em baixo: o combate ao racismo e o respeito à diversidade precisam ser trabalhados o ano inteiro nas escolas!

O material on line, com a oferta de muitos links interessantes, reúne uma série de textos de especialistas e professores, orientações para o combate ao racismo, atividades já realizadas por professores, filmes, planos de aula e orientações para trabalhos com imagens, fontes orais e museus. Os temas são apresentados a partir de 6 eixos de discussão e têm a preocupação de mostrar a história do negro para muito além da escravidão e inserida nas tramas da História do Brasil: África e Brasil, Identidade Negra, História da África, A Luta no Brasil, Cultura Afro-brasileira e Recursos Pedagógicos.

O primeiro eixo, África e Brasil, com o subtítulo unidos pela história e pela cultura, dá o tom de todo o Especial, ao incorporar a posição de Mônica Lima e Sousa, coordenadora do Leáfrica (Laboratório de Estudos Africanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro): “A África está em nós, em nossa cultura, em nossa vida, independentemente de nossa origem pessoal”. A história do negro interessa a toda a sociedade brasileira.

Inspiradas em iniciativa de nossos alunos do curso de história da UFF, demos o título a este post. Vida longa ao coletivo Cultura Negra na Escola!

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Encontros na estrada

Dando continuidade ao projeto Passados Presentes, que está mapeando os lugares de memória do patrimônio imaterial da diápora africana no Rio de Janeiro, estivemos este fim de semana no Quilombo São José da Serra. O quilombo irá receber uma das três exposições permanentes previstas no projeto coordenado por nós e Keila Grinberg com apoio do edital Petrobras Cultural de Patrimônio Imaterial.

O post da semana registra a viagem de trabalho e a agradável surpresa de encontrar em visita por lá Nielson Bezerra, um dos idealizadores do Museu Vivo de São Bento, em Duque de Caxias, com uma turma de professores e pesquisadores da Baixada Fluminense. As visitas ao Quilombo podem ser agendadas por escolas e grupos interessados, com Antônio Nascimento Fernandes, pelo telefone (024) 2457 1130.

Aproveitamos o encontro para também divulgar por aqui o trabalho verdadeiramente excepcional que vem sendo desenvolvido pelo Museu Vivo de São Bento em torno do patrimônio cultural da diáspora africana na Baixada Fluminense.  Eles são os responsáveis por levar para a  Biblioteca Leonel Brizola em Duque de Caxias, a versão itinerante da exposição Kumbukumbu: África, memória e patrimônio,  do Museu Nacional e uma memorável palestra  do historiador João José Reis. Neste mês da consciência negra, inauguram nos dias 19 e 20, nos jardins do Museu, também um memorial em homenagem ao centenário de Joãozinho Da Gomeia, com lançamento de dois livros sobre o importante personagem da história da religiosidade afrobrasileira no Rio de Janeiro.

Nossa viagem de trabalho resultou em um encontro bem documentado, cheio de crianças bonitas e regado a muito jongo.

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A estranha liberdade dos africanos

Os africanos escravizados resgatados pelas autoridades brasileiras de navios que faziam o tráfico ilegal de escravos para o Brasil após a lei de extinção do tráfico negreiro de 1831 foram oficialmente chamados de “africanos livres”.

Foram algumas apreensões nos primeiros anos após a lei, antes que as autoridades finalmente desistissem de tentar aplicá-la e outras tantas após a segunda lei de 1850, que finalmente “pegou”. Segundo a lei de 1831, deveriam ser retornados a algum porto africano, mas não foi o que ocorreu. As autoridades brasileiras os colocaram como prestadores de trabalho compulsório a concessionários particulares, por um prazo de 14 anos, que na maior parte dos casos foi ultrapassado. Na prática, suas vidas pouco se diferenciavam da dos milhões de escravizados, também ilegalmente mas não reconhecidos como tais, que formavam a maior parte dos africanos escravizados no Brasil após a independência política em 1822.

Foram cerca de mil e quatrocentas pessoas com trajetórias bem documentadas pelo Estado brasileiro, até sua emancipação definitiva, respondendo a pressões inglesas, em 1864. Um registro visual da presença, na cidade do Rio de Janeiro, dos africanos resgatados dos patachos negreiros de nome Cezar e Brilhante, apreendidos no litoral da Província Fluminense, em pleno boom da cultura cafeeira, em  1838,  está disponível para consulta no Spatial History Project da Unversidade de Stanford, nos Estados Unidos, no subprojeto “The Broke Paths of Freedom”, coordenado pelo historiador Daryle Williams, da Universidade de Maryland.

Os “africanos livres” resgatados dos Patachos Cezar e Brilhante podem ser acompanhados individualmente ou por filtros diversos, como seus nomes étnicos ou de procedência no continente africano, seus locais de residência na cidade entre 1838 e 1865, bem como pelo gênero, nome ou ocupação de seus concessionários.

O Spacial History Project procura encontrar formas criativas e inovadoras de apresentar informações históricas relacionando espaço e tempo.   Em função disso, um domínio apenas instrumental do inglês é suficiente para explorar mais esta riquíssima ferramenta virtual disponível sobre a história da diáspora africana no Brasil. O mercado de escravos da cidade do Rio de Janeiro em 1869 e um localizador de endereços históricos do Rio de Janeiro oitocentista tabém se encontram disponíveis, em projetos coordenados, entre outros, pelo historiador Zepphyr Frank, da Universidade de Stanford.

Confiram!

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